Grupo Cinex | Blog | Design com X | Design com X é o nome do nosso Blog, pois nós do Grupo Cinex acreditamos que design é o X da questão no mundo atual. Para nós tudo passa pelo design pois ele, por definição, busca o melhor desenho para tudo: móveis, objetos e até relações. Neste espaço buscamos mostrar as notícias e novidades que acontecem no mundo do design. Compartilhamos a pesquisa feita em todas as empresas do Grupo de modo a trazer para você nossa paixão pelo alumínio e pelo vidro, os materiais mais importantes nas nossas indústrias e materiais-chave para o século XXI por sua reciclabilidade e versatilidade. Design e Inovação nos movem. E é sobre isso que iremos falar aqui. Para que cada leitor do nosso blog possa, cada dia mais, criar seus ambientes de sonhos. Onde more a praticidade e a beleza. Onde mais do que estar, se possa bem-estar.

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ago/17

17

“O artesanato não deve ser visto como nostálgico e sim como algo que está em permanente evolução, e que, com o auxílio de ferramentas da alta-tecnologia, pode ser central para a sociedade no futuro”, anunciou certa vez Joris Laarman.

O designer holandês de 37 anos, formado pela prestigiosa Design Academy Eindhoven, desenvolveu sua prática na junção da tecnologia com o apuro técnico manual. Laarman é conhecido por explorar em seus móveis e objetos estruturas paramétricas complexas, geradas por algoritmos e materializadas por ferramentas de fabricação digital. A elas combina-se o acabamento artesanal fino, gerando peças de grande valor agregado. Em abril de 2016, sua Bone Chair, feita em alumínio fundido em molde impresso em 3D, superou a já alta estimativa de valor e foi vendida por impressionantes £ 344,500 na casa de leilões Phillips, a mais conceituada para o design no mundo. Além disso, criações de Laarman estão em coleções permanentes de museus como o MoMA, em Nova York, e o Victoria and Albert, em Londres.

inv.nr. 30239 Laarman, Joris (Borculo 1979 - ) Bone chair 2007- Aluminium 77 x 44 x 77 cm Collectie Centraal Museum, Utrecht; aankoop 2007 Image & copyrights CMU/ Ernst Moritz

Image & copyrights CMU/ Ernst Moritz

Diante de tais realizações e cifras, é preciso entender o que baseia tamanho sucesso. A ambição do designer é materializar, hoje, visões do futuro da produção de bens de consumo. A Bone tem como substrato uma longa e intensa pesquisa do designer sobre como aprender com a natureza. “Nossa era digital torna possível não apenas usar a natureza como uma referência estilística, mas realmente usar os princípios biológicos subjacentes para gerar novas formas, exatamente como no processo evolutivo”, disse ele. Para chegar ao formato da cadeira, Laarman utilizou um software da indústria automobilística de ponta, que calcula o mínimo de material necessário para cada componente de um projeto, no intuito de criar a estrutura mais leve possível sem perda na força ou resistência em pontos cruciais.

O formato da peça é uma resposta direta à pesquisa inspirada pelos ossos animais, que fazem exatamente esse “cálculo” mimetizado pelo software. “Ossos são altamente eficientes em seu crescimento estrutural para alcançar uma relação peso-força ideal; eles constantemente adicionam ou removem material em resposta às tensões de seu ambiente.” O princípio permitiu que o designer revolucionasse o processo do desenho, otimizando a alocação de matéria-prima. O resultado são estruturas que realmente se parecem com ossos – porém por um processo interno e não externo, de mera cópia de uma forma.

O alumínio foi escolhido para a Bone devido às suas qualidades inerentes, como o de ser facilmente maleável, leve e de baixa densidade, com grande resistência à corrosão e a tensões. Recentemente, o metal foi utilizado em uma série de móveis denominada Gradient e, mais uma vez, o princípio norteador foi o uso racional de massa material. A equipe do laboratório de Laarman olhou para engenharia das peças a um nível celular. Usando ferramentas de design generativas, criou uma estética intrincada de pequenos componentes sucessivos, de mesmo formato mas com diferentes tamanhos, pesos e distância. As células sólidas criam resistência estrutural e rigidez, enquanto as células mais abertas criam redução de material e leveza. Tudo foi fabricado por técnica inédita de sintetização do metal a laser, desenvolvida dentro do laboratório – um vislumbre de como poderá ser uso do alumínio no design de móveis na era digital.

O trabalho obsessivo do laboratório de Laarman, que combina colaboradores de diversas expertises, cria, nas palavras do designer, “coisas tão engenhosas que parecem mágica se você não tem conhecimento de todo o processo que as gerou”. Ao testar de forma sistemática as possibilidades da fabricação digital e dos softwares de desenho, o holandês mostra que no futuro tudo o que for criado será perfeitamente adequado ao uso a que se destina, pois é criado de maneira única – por isso, artesanato digital.

inv.nr. 30239 Laarman, Joris	(Borculo 1979 -  ) Bone chair 2007- Aluminium 77 x 44 x 77 cm Collectie Centraal Museum, Utrecht; aankoop 2007 Image & copyrights CMU/ Ernst Moritz

Image & copyrights CMU/ Ernst Moritz

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ago/17

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Elon Musk, fundador da Tesla, é um cara ambicioso – talvez o mais ambicioso que o mundo conhece na atualidade. Com o desenvolvimento do ITS (Interplanetary Transport System), da sua empresa SpaceX, ele pretende tornar viagens para marte um sonho possível para as próximas gerações – e, porque não, também a colonização do planeta vizinho.

Aqui na Terra, Musk já chacoalhou o mercado tecnológico ao criar carros elétricos tão – ou mais – performáticos e seguros quanto os tradicionais movidos a combustão. As baterias capazes de armazenar energia suficiente para muitas horas de estrada evoluíram, em 2015, para a Tesla Powerwall, destinadas à utilização em casa ou no trabalho que, abastecidas por placas solares, são capazes de armazenar energia suficiente para as tarefas cotidianas.

Recentemente, a Tesla deu mais um passo na aspiração de um planeta livre da dependência em combustíveis fósseis ou em energia atômica: o Solar Roof.

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A ideia por trás desse produto, tido por Elon Musk como tão revolucionário quanto tudo que a Tesla criou até hoje, é puro pensamento de design: melhorar o desempenho de painéis solares ao torná-los mais atraentes. Ao invés de grandes placas feiosas sobre a cobertura usual de uma casa, no Solar Roof as próprias telhas são capazes de captar a luz do sol.

Assim como os carros Tesla, cujo visual pouco se diferencia de automóveis pré-existentes, o telhado solar mimetiza quatro tipos de telhas tradicionais. O resultado é que as construções que utilizam Solar Roof ficam praticamente indistinguíveis de outras que não utilizam, de qualquer ângulo de visão. Afinal, as melhores tecnologias são aquelas invisíveis: o futuro sem feições de futurismo!

O vidro é o material que torna isso possível. Células solares discretas são embutidas sob a superfície das pequenas telhas de vidro, permitindo que a luz passe através delas, mesmo com cores, texturas e formatos diferentes. Feitas de quartzo, são altamente resistentes a impactos, além de duradouras, ou praticamente “infinitas”, segundo Elon Musk. O Solar Roof possui garantia de 30 anos de perfeito funcionamento da captação da luz solar.

 Os modelos foram lançados no ano passado, e dois deles já encontram-se disponíveis para encomenda. No site da Tesla, é possível calcular o custo por metragem e verificar o retorno do investimento com o passar dos anos. Segundo uma matéria recente no site Bloomberg, o modelo se mostra mais barato do que o esperado quando o anúncio foi feito, em outubro de 2016. Apesar de cerca de quatro vezes mais custoso que os telhado normais, o valor é mais atraente que o de painéis solares existentes hoje. Segundo a calculadora, $ 50.000,00 fornecerão $ 64.000,00 de energia em 30 anos.

A energia coletada pelo Solar Roof é armazenada por baterias Powerwall e fica, dessa forma, disponível para utilização a qualquer momento. Para Musk, o telhado solar é a grande unificação das ambições de energia limpa da Tesla, combinando captação solar, baterias e carros elétricos. “Esses são realmente os três pilares para um futuro de energia sustentável”, disse ele. “A energia solar vai direto para a bateria estacionária, para que você esteja abastecido durante o dia e a noite, e ainda carregue o seu veículo elétrico. É possível escalar isso para toda a demanda do mundo”, finalizou o inventor.

Imagens: Divulgação Tesla

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ago/17

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Quando estava em seu primeiro ano de faculdade de arquitetura, Jim Olson recebeu uma proposta tentadora. Seu pai lhe ofereceu 500 dólares e lhe pediu que, com o dinheiro, construísse uma cabana em um idílico terreno próximo a Seattle, que pertencia à sua família.

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A propriedade, à margem do estuário Puget Sound, fora adquirida pelo avô do arquiteto em 1912. Mantinha intacta sua floresta de plantas nativas de Washington, estado no extremo noroeste dos Estados Unidos, com diversas espécies de pinheiros e cedros. Olson construiu uma cabana de meros 14 x 14 pés (cerca de 20 m²), em meio a uma clareira, usando materiais simples pré-fabricados, como chapas de alumínio e de madeira. Um perfeito refúgio para estar imerso na natureza.

Por 20 anos a casinha erguida em 1959 permaneceu igual. A primeira expansão ocorreu em 1981, quando foram adicionados mais dois pequenos pavilhões ligados por um deque, totalizando um quarto, uma cozinha e um banheiro. Outras modificações foram feitas em 1997, 2003, 2014 e este ano, com a criação de vários quartos e uma ampla sala emoldurada por um grande parede de vidro, além de um único telhado unificando os volumes.

A casa foi, assim, acompanhando as mudanças na vida de Olson: primeiro um local rústico para estar com amigos, depois para levar sua jovem família, e agora “um lugar quieto para a contemplação e para o trabalho criativo, e um espaço confortável que pode receber netos e a família expandida”. A única coisa que não mudou é a reverência do arquiteto pela natureza e sua admiração pela beleza circundante.

Nesse processo, os elementos originais foram preservados, integrando-se às novidades e revelando o processo de transformação da casa. Colunas e vigas foram feitas com madeira e aço, os fechamentos receberam compensados de pinus ou chapas de alumínio, o piso combina cimento queimado e ripas de madeira do terreno. Por fim, grandes extensões de vidro oferecem vistas “full frame” do terreno cênico e do estuário à frente. As cores e texturas, amaciadas ao longo do tempo, fazem com que a construção, hoje com 220 m², se funda discretamente à floresta. Os vidros refletem poeticamente a mudança da natureza e dos matizes do céu ao longo das quatro estações do ano.

Olson já declarou que o pedido do pai talvez tenha sido a maior oportunidade da sua vida. Seu escritório, fundado em 1966 com Tom Kundig, é um dos mais importantes dos EUA, e têm entre seus projetos conhecidos justamente espetaculares cabanas em locais idílicos. Trabalhando com materiais industriais como aço e chapas e madeira e vidro, o Olson Kundig é sinônimo de casas de desenho geométrico e estilo industrial imersas na paisagem natural. Para todos esses projetos vale a mesma declaração do arquiteto em relação ao refúgio do Puget Sound: “Estar naquela casa, observando o entorno, sempre me traz de volta a perspectiva de que nós, humanos, somos parte da natureza. Ela é onde tudo começa e tudo termina”.

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jul/17

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Carbonizar a superfície exterior da madeira, deixando-a negra e craquelada, é uma técnica tradicionalmente utilizada por pescadores de ilhas japonesas para construir suas casas. A queima controlada é uma maneira de prolongar a durabilidade das fachadas de madeira: o fogo seca e acrescenta uma camada de carbono à superfície das tábuas, protegendo-as contra incêndios e umidade. Foi o arquiteto japonês Terunobu Fujimori, conhecido por suas referências vernaculares, que difundiu a técnica para o ocidente na década de 1980.

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Foi deste método, chamado Yakisugi ou Shou Sugi ban, que a equipe do escritório Kengo Kuma Associates se lembrou ao fazer os primeiros testes na fábrica tcheca de cristal Lasvit. Fundada em 2007, a Lasvit tem um vasto portfólio de luminárias de vidro criadas em colaboração com grandes arquitetos, designers e artistas internacionais, e havia convidado o famoso arquiteto japonês para integrar os lançamentos da Euroluce 2017.

Ao ver a produção do cristal, Kuma notou o uso dos tradicionais moldes feitos com toras de madeira. No processo de produção do vidro, esses moldes são embebidos em água para que resistam ao calor do material incandescente. A ideia foi experimentar usar a madeira seca, para que sua superfície se queimasse em contato com o cristal fundido saído do forno. O resultado é que o molde, então carbonizado, imprimia no cristal sua textura crepitante.

Com esta pequena subversão no modo de produção, Kengo Kuma reverencia duas técnicas tradicionais, do cristal soprado e a Yakisugi, uma ocidental e a outra oriental. As luminárias pendentes, de formato retangular, capturam o momento vivo da transformação da madeira e da condensação do cristal, ressaltando os contrastes entre as duas matéria-primas.

O fato de a madeira queimar impossibilita que essa seja usada mais de uma vez, fazendo com que cada peça seja única, com diferentes texturas e profundidades das linhas impressas. A exposição delas em conjunto, em Milão, enfatizou essas diferenças sutis que torna. O resultado é uma coleção moderna e minimalista que combina formas geométricas simples com texturas orgânicas incomuns. “Minha intenção foi alcançar a alma profunda da madeira, capturá-la dentro do vidro”, disse o arquiteto.

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Fotos: Divulgação

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jul/17

18

O escritório americano Skidmore, Owings & Merrill, conhecido pela sigla SOM, é responsável pelos projetos de alguns dos arranha-céus mais icônicos do planeta, como o Burj Khalifa, em Dubai, e o One World Trade Center, em Nova York. Nada menos que sete, dos vinte prédios mais altos do mundo, foram desenhados pelo escritório, fundado em 1936.

O vidro é o principal componente das fachadas destes edifícios que desafiam a prática de arquitetos e engenheiros. Esteticamente, o uso de enormes panos de vidro fornece a leveza necessária às essas altíssimas construções – já que o material combina transparência e reflexividade do céu e da cidade ao redor.

Em um novo projeto contratado pela prefeitura de Nova York, no entanto, o SOM teve que optar por um outro material para fachada. Por questões de segurança e eficiência, a sede para o call center de emergência, que reúne bombeiros, polícia e serviços médicos – com capacidade para receber impressionantes 50.00 ligações 911 por hora – deveria ser essencialmente um bunker. O PSAC II (Public Safety Answering Center), no Bronx, deveria estar preparado para situações da escala do 11 de Setembro ou do furacão Sandy de 2012. Desse modo, o novo projeto possui geradores de energia e suprimentos de água e alimentação que lhe permitem funcionar de forma autossuficiente por até 72 horas.

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O uso do alumínio em toda a superfície exterior foi o que permitiu que o edifício – com altura equivalente a 24 andares e área de 42 mil metros quadrados – se tornasse uma construção bela e discreta, apesar de seu tamanho considerável e das pouquíssimas janelas que possui. A aparência monolítica do cubo é quebrada por sequências verticais de painéis de alumínio reciclado, cujo acabamento escovado permite que o PSAC reflita suavemente o entorno, camuflando-se nele.

Se no exterior a intenção foi fazer o edifício parecer menor do que é, no interior os arquitetos buscaram o contrário. Os espaços internos são acolhedores para funcionários que trabalham longos e estressantes turnos atendendo às chamadas. O uso do branco e de muita madeira foi combinado a uma grande parede de plantas no corredor principal do prédio, com iluminação natural proveniente de uma abertura na cobertura. O paisagismo é composto, ainda, por espécies que filtram o ar e que reduzem o uso de energia.

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O casal Carole Baijings e Stefan Scholten, ou apenas Scholten & Baijings, estão entre os mais importantes designers contemporâneos da Holanda. A dupla se tornou conhecida do grande público por ter desenhado uma extensa coleção de utilitários para a Hay, marca descolada e de preços acessíveis, à venda em várias lojas pelo mundo, como a do museu nova-iorquino MoMA.

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Uma das principais características do design de produto do Scholten & Baijings é o uso do design gráfico. Para eles, boa forma e função sempre ganham superfícies trabalhadas de maneira inovadora e interessante. Em quase todos os seus projetos, eles criam estampas marcadas pela geometria e por sutis gradações de cores, além de uma paleta que se tornou sua assinatura: tons rebaixados de rosa, verde e azul combinados a cores neon como amarelo e pink. Procure pelos tecidos exclusivos criados para marcas como Hay e Maharam, ou para a Moroso e a Herman Miller.

Foi um prato cheio para eles, então, o convite para desenhar novas estampas em vidros para a empresa Skyline Design (skydesign.com). A parceria, que recebeu o nome Glass Gradients, foi apresentada na última Neocon, importante feira mundial focada em espaços corporativos que acontece anualmente em Chicago.

A ideia do Scholten & Baijings é genial por sua simplicidade. Eles usam apenas duas formas geométricas básicas nas estampas, o quadrado e o círculo, dispostos repetidamente de maneira a formar um grid. Cada cliente, no entanto, pode recriar a estampa, feita sempre sobre vidro transparente, mudando as dimensões das formas geométricas e as cores. Assim, cada pessoa tanto pode optar por uma sequência de pontos pequeninos ou grandes quadrados e círculos, quanto pode escolher uma ou mais cores para a mesma chapa – a transição de um tom a outro é feita sutilmente.

Com essas possibilidades de customização chega-se a diferentes níveis de transparência e, consequentemente, de privacidade, adequando os vidros a cada ambiente onde serão instalados. Os padrões podem ser aplicados em ambas as faces das chapas vítreas, seja pela técnica de impressão da cor ou de gravação (que gera o efeito fosco no material). O resultado de mais essa possibilidade extra são feitos óticos únicos

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Fotos: Reprodução @Inga Powilleit

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jul/17

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Não é novidade que impressoras 3D estão no topo da lista de ferramentas que mais prometem revolucionar o mundo. Essas máquinas possuem o potencial de materializar objetos de qualquer formato, complexidade construtiva e tamanho – sem a necessidade, por exemplo, de moldes custosos, que se justificam apenas em produções de grande escala. Na prática, elas são como as mãos de um escultor ou artesão muito habilidoso – e que ainda podem fazer coisas que as mãos humanas seriam incapazes.

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As impressoras 3D (ou máquinas de manufatura aditiva) leem arquivos digitais de desenhos feitos no computador e os reproduzem com precisão, a partir de uma ponteira que corre em três eixos e que deposita, camada a camada, algum tipo de material. Os materiais utilizados, no entanto, ainda são limitados. As impressoras mais comuns, aquelas que podemos ter em casa por cerca de 500 dólares, usam tipos de plástico.

Cada passo na evolução dessas máquinas é de grande importância. Causou êxtase, então, um anúncio do Massachussets Institute of Technology (MIT), um dos mais importantes centros de pesquisa tecnológica do mundo, de que uma série de vasos e tigelas foram impressos em vidro transparente – o que significa a primeira experiência bem sucedida de usar o material em uma impressora 3D. A responsável é a designer e professora Neri Oxman, que lidera o grupo de pesquisa Mediated Matter do MIT Media Lab.

O vidro não é um material fácil de moldar pela alta temperatura em seu estado líquido (o ponto de fusão é de cerca de 1500 graus Celsius), e a rapidez em que se torna sólido. A câmara superior da impressora recebe o material bruto a 1000 graus e atua como o cartucho de impressão, movendo-se nos eixos X, Y e Z para depositar um fluxo contínuo do vidro, que encontra-se em um estado “gelatinoso”, a 1000 graus (veja o vídeo). O vidro é depositado na câmara inferior através de um bico feito do composto químico alumina-zirconia-silica, resistente ao calor. A câmara inferior, ou cama da impressora, por sua vez, resfria as camadas pouco a pouco, processo que garante a resistência do material sólido, impedindo que o vidro depois se quebre por uma mudança de temperatura ou por impacto.

A nova tecnologia de impressão de vidro, chamada de G3DP, poderia ser usada em escala arquitetônica, para criar “construções de uma única pele transparente”, segundo Neri Oxman. O grupo também está pesquisando maneiras de colorir o vidro, pensando principalmente em meios de torná-lo uma barreira para raios UV quando usado na arquitetura. Se desenvolvida, essa tecnologia irá possibilitar a criação de edifícios diferentes de tudo o que já vimos.


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Crédito das imagens: Reprodução

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jun/17

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Foi uma surpresa quando o Pritzker, o mais prestigioso prêmio da arquitetura internacional, anunciou o RCR Arquitectes como vencedor da edição 2017. O escritório do trio Rafael Aranda, Carme Pigem e Ramon Vilalta, apesar de fundado há quase 30 anos, em 1988, era até então desconhecido no cenário global. Longe dos holofotes que iluminam os edifícios vistosos de “star architects” pelos quatro cantos do mundo, os projetos do RCR são discretos e tem vínculo estrito com sua região de origem, a província de Girona, no nordeste da Espanha.

A restrição geográfica de sua produção vai de encontro com uma das características que encantou o júri do prêmio, que analisa todo o conjunto da obra: a atenção dos arquitetos ao contexto de seus projetos. “A habilidade do RCR de se relacionar intensamente com o entorno do terreno é um testemunho de seu processo e de sua profunda integridade”, dizia o texto que anunciou os ganhadores.

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Essa arquitetura que pertence ao lugar é proveniente de um cuidadoso entendimento das questões culturais, históricas e geográficas de cada local que irá receber um novo edifício. É possível analisar uma série de projetos do RCR a partir desse ponto de vista, mas um deles chama especialmente a atenção pela sua combinação entre simplicidade e inventividade, no qual condições desafiadoras se tornaram aliadas do projeto.

Trata-se de uma casa, localizada na pequena cidade de Olot. O terreno possuía uma antiga construção, cuja fachada de pedras é tombada por órgãos públicos que, assim, mantém a originalidade da rua. Além da frente, estavam em boas condições os muros laterais, também de pedra, e o telhado de madeira. A partir desta casca pré-existente, o RCR optou por usar elementos que criassem contrastes entre o velho e o novo.

Concreto, vidro e aço galvanizado foram os materiais escolhidos. Em si, a textura e acabamento dos dois últimos são o oposto da rusticidade e da irregularidade dos muros antigos de pedras empilhadas. Vista do jardim, no lado oposto da fachada, grandes esquadrias deslizantes de vidro transparente, com perfis invisíveis, expõem o interior tal qual um palco de teatro.

Dali, é como se pudéssemos visualizar ao mesmo tempo todas as cenas da casa: o quarto que fica no andar mais baixo, semi-enterrado no solo; a cozinha e a sala de jantar no pavimento intermediário, de pé-direito duplo e uma última área social em uma plataforma solta neste vão. Tomando toda a altura do pé-direito, brises verticais de aço, que correm paralelos aos muros, lembram as coxias do palco, escondendo as escadas e os banheiros.

Ao respeitar a história sem ter medo de introduzir elementos contemporâneos, o RCR consegue um resultado harmônico e instigante. A justaposição entre passado e presente, bem como a paixão por tradição e inovação, são aspectos extremamente relevantes no mundo pasteurizado pela globalização, e certamente também contribuíram para a decisão dos jurados.

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Crédito imagens: Reprodução © Hisao Suzuki

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jun/17

20

Nos dois últimos meses, uma pequena exposição em Nova York, na galeria de design R & Company, chamou atenção para o trabalho de Aly Tayar. O arquiteto de origem turca, que mantinha escritório em Manhattan desde 1993, faleceu prematuramente no ano passado, aos 57 anos, deixando uma obra exígua e muito consistente.

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Tayar foi pouco conhecido pelo grande público, mas aclamado entre seus colegas e clientes. Dentre seus principais projetos, estão um hotel, uma casa de campo e um barco (de aço carbono!) para um casal de fiéis clientes suíços. Em Nova York, desenhou galerias e restaurantes, como o Pop Burger e o hoje extinto Waterloo, projetou a renovação de apartamentos, entre eles uma cobertura no Soho e o seu próprio, no Rockfeller Apartments – joia da arquitetura moderna americana em Midtown. Tayar também foi professor da Parsons School of Design.

Seu estúdio chamava-se Parallel, uma referência à régua paralela, um dos principais instrumentos de desenho de arquitetos. Segundo o curador da exposição, Dung Ngo, o nome também manifesta o fato de que sua prática se deu em diversas escalas – objetos, componentes estruturais, mobiliário, interiores e edifícios –, de maneira concomitante, a partir de um léxico bem formado de princípios construtivos.

O foco da exposição da R & Company, intitulada “Systems and One-Offs”, foi a produção de menor escala: móveis, objetos e elementos da construção civil. Formado em engenharia em Stuttgart, na Alemanha, onde recebeu um ensinamento baseado em preceitos modernistas, com especial atenção a sistemas construtivos pré-fabricados, e posteriormente pós-graduado em arquitetura pelo prestigioso MIT (Massachussets Institute of Technology), Tayar chegou em Nova York no início dos anos 1990. Sem trabalho ou clientes, dedicava seu tempo à criação de conceitos estruturais que testava em móveis.

Um de seus primeiros desenhos, hoje integrante da coleção de design do MoMA, é a mesa de centro Calder. De inegável inventividade estrutural, a mesa é composta por cinco peças, quatro pés e o tampo, unidos apenas pela força da gravidade e por atrito, sem a necessidade de parafusos ou outras junções. O engenhoso desenho do pés, em metal fundido, contém um gancho em forma de chave inglesa no qual o tampo é encaixado. O simples peso e espessura da chapa definem a inclinação dos apoios, dando estabilidade ao conjunto.

Muito inspirado por arquitetos como o francês Jean Prouvé, principal nome da arquitetura pré-fabricada, e o suíço Fritz Haller, criador do famoso sistema de estantes e armários modulares da marca suíça USM, Tayar perseguiu a criação de componentes universais e padronizados que pudessem ser produzidos industrialmente, em grande quantidade. O gancho de estante Ellen, também na coleção do MoMA, é exemplar dessa vontade. Feito de alumínio extrudado, foi criado para o apartamento de uma cliente e posteriormente vendido em lojas de material de construção por cerca de 20 dólares a unidade.

O alumínio foi o material preferido de Tayar, fosse na forma de pequenas peças extrudadas ou em grandes chapas dobradas e/ou perfuradas. O painel Plaza, originalmente criado para a proteger a fachada de vidro de uma galeria, acabou por ser produzido por uma empresa de mobiliário americana. Modular e flexível, ele podia ser composto de acordo com o desejo do usuário, bastando fixar cada régua vertical individual com hastes de plástico. A mesma empresa editou um conjunto de cadeiras e bancos que usavam apenas dois tipos de componentes de alumínio, um para o assento e outro para o encosto, presos lateralmente por chapas de madeira compensada recortada. Esses móveis contém uma clara preocupação de Ali Tayar na racionalização e eficiência tanto do método produtivo quanto de embalagem e transporte.

A R & Company reuniu, além de exemplares do projetos já citados, peças únicas criadas pelo arquiteto para sua casa e seu escritório. Além do alumínio, aparecem materiais compostos, e é constante o uso do compensado de madeira moldado, em clara referência a outros dois ícones do design e da arquitetura do século 20, o finlandês Alvar Aalto e a dupla americana Charles e Ray Eames. O conjunto de peças demonstra não apenas a preocupação sistemática com respeito ao móvel industrial e modular, mas também uma grande liberdade expressiva do desenho. Essa aparente contradição foi sua assinatura, e é certamente o que torna seu trabalho relevante no contexto contemporâneo.

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Crédito imagens: Divulgação © Joe Kramm / R & Company

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jun/17

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Não é tarefa fácil estar informado sobre todos os projetos que brotam das cabeças criativas que formam o estúdio Nendo, capitaneado pelo designer japonês Oki Sato e baseado entre Tóquio e Milão. Apenas nos primeiros meses de 2017, foram 20 contratos, que geraram coleções de móveis, exposições e espaços.

Em tamanho volume de projetos tão variados, os melhores costumam ser os que contêm a fina combinação entre simplicidade e subversão que caracteriza a prática do Nendo, e que o tornou um dos mais desejáveis estúdios de design do mundo.

A linguagem visual do design de Oki Sato valoriza o vazio e o uso do número mínimo de elementos diferentes – sejam materiais, formas ou cores (em geral apenas o branco e o preto). É uma ode à tradição estética japonesa, revisitada de maneira surpreendente, pois transforma a simplicidade em estratégia para mostrar um novo olhar sobre as coisas conhecidas.

Vamos a um exemplo recente: a coleção de móveis criada para a exposição “Home Living Boundless Design” (“Design sem limites para a casa”), em Hanghzou, China, a pedido da fabricante de mobiliário Kuka. À primeira vista, o conjunto formado por cadeiras, poltronas, mesinhas e estantes causa estranheza pela quase invisibilidade. Apenas dois materiais são utilizados: metal pintado de branco e folhas transparentes de polipropileno. Enquanto o metal cria a delicada estrutura dos móveis, as folhas plásticas são utilizadas como suas superfícies (assento, encosto, prateleira, tampo).

A Kuka é uma fábrica tradicional chinesa de móveis estofados, o que levou o Nendo a focar “os valores intrínsecos do conforto”. Justamente porque o conforto nos faz pensar em materiais macios, como os diversos tipos de espumas, enchimentos de pluma e de algodão, a ideia foi usar materiais que não se associam a esse adjetivo.

É a maneira como os elementos são empregados que faz a diferença. Como explicam os designers, as folhas de polipropileno, de 1.5 milímetro de espessura, podem adquirir diferentes níveis de maciez dependendo da distância entre as lâminas e de como são curvadas. Quanto maior o ângulo de curvatura e menor a distância entre as folhas, mais rígida e forte é a superfície. Quanto menor o ângulo e maior a distância, mais macia ela será. Observando a poltrona, por exemplo, vemos que os pontos de contato com o corpo humano têm a característica mais macia, enquanto as junções das folhas na estrutura são mais rígidas, dando suporte ao móvel.

Esse projeto, que desafia paradigmas, é uma forma de tornar os usuários mais conscientes em relação aos objetos que nos cercam e que nos são úteis. Além de proporcionar um conforto surpreendente, os móveis expõem aquilo que normalmente estaria escondido em seu interior.

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jun/17

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O vínculo estrito da arquitetura com a engenharia caracteriza a obra do italiano Renzo Piano. Seus edifícios são consequência, em primeiro lugar, de complexas escolhas estruturais. O emaranhado de estruturas metálicas do Centro Pompidou, em Paris, visível devido ao uso de fechamentos de vidro transparente, é uma obra icônica da engenharia contemporânea. Piano era, à época do projeto realizado em parceria com o inglês Richard Rogers, um jovem arquiteto, e esse ousado edifício já expunha as diretrizes que marcariam sua trajetória.

New Pavilion by Renzo Piano in Chateau La Coste

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Metais e vidro, materiais que chegam ao canteiro de obra já manufaturados por indústrias especializadas, são os principais aliados do Renzo Piano Building Workshop, nome de seu escritório com base em Gênova, na pesquisa incessante de componentes estruturais inovadores. A lista de projetos que tem essa combinação como protagonista é extensa: vai do aeroporto de Kansai, em Osaka, com sua cobertura de película metálica reluzente, ao arranha-céu em forma de obelisco vítreo The Shard, em Londres; aos mais recentes Whitney Museum em Nova York, que combina panos de vidro opacos e transparentes conectados por tirantes metálicos delgados, à Fundação Pathé, em Paris, com seu manto anamórfico de escamas de alumínio perfurado, ou à Fundação Stavros Niarchos, em Atenas, a lembrar um templo grego moderno com uma fina cobertura suspensa sobre colunas de aço também muito esguias.

Comparado a tais projetos, o novo pavilhão da vinícola Château La Coste, em Aix-en-Provence, é modesto. No local, a produção de vinhos divide espaço com instalações e exposições de arte em espaços projetados por grandes arquitetos contemporâneos, espalhados por 200 hectares de campos de videiras. A construção foi erguida para expor fotografias do aclamado artista japonês Hiroshi Sugimoto, e tem meros 285 metros quadrados de área em único pavimento. Os grandes arquitetos, todavia, demonstram sua potência inventiva mesmo projetos de pequeno porte e programas simples.

Lá, a escolha inusitada do partido arquitetônico foi a de “enterrar” o edifício – o que faz sentido já que, além da sala de exposição, foram criadas duas caves para amadurecer alguns dos conhecidos rótulos da vinícola. Com início no nível do terreno, o percurso se desenvolve por uma extensa rampa contínua, que leva até cota mais baixa da escavação, a cerca de cinco metros subterrâneos. Na laterais contíguas ao declive, muros de concreto fazem a contenção da terra ao mesmo tempo que emolduram o espaço, tornando-se as paredes de exibição das fotografias da série Seascapes, a mais importante de Sugimoto.

A sala de exposição é amplamente iluminada por luz natural filtrada pela cobertura pelicular branca. Piano criou uma bela estrutura em forma de velas estendidas por hastes metálicas delicadas. Esse é o único elemento do projeto que fica visível à distância. Segundo o arquiteto, as velas ecoam o distribuição gráfica do campo de parreiras ao redor do pavilhão, inserindo-se com harmonia no terreno. Por meio de esquadrias de metal e vidro que tomam todo o pé-direito, a sala abre-se para um pátio e o percurso culmina em um espelho d’água.

O pavilhão recém-inaugurado une-se a obras de outros célebres arquitetos neste Inhotim francês, todos vencedores, como Renzo Piano, do prêmio Pritzker, o Nobel da arquitetura: Tadao Ando, Frank Gehry, Norman Foster, Richard Rogers e Jean Nouvel. Obras de artistas não menos célebres, como Louise Bourgeois, Anish Kapoor, Alexander Calder, Richard Serra e Lee Ufam, completam a experiência na encantadora região da Bouches-du-Rhône, onde desemboca o rio Reno.

New Pavilion by Renzo Piano in Chateau La Coste

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maio/17

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Uma empresa chinesa de drones está construindo a sua nova sede e, claro, nada poderia ser simples na China! O complexo será formado por dois altos edifícios, até porque drones tem tudo a ver com altura, não é verdade? E para ser a cereja do bolo deste projeto, os arquitetos do Prelimirary Research Office foram contratados para executar a Sky Bridge, uma ponte de vidro que ligará os dois edifícios nos incríveis 28° e 29°andares.

Com um toque futurista e formato cilíndrico, a ponte será completamente estruturada em metal e vidro. Isso porque a ideia é que este seja um ponto de observação de drones. Internamente, o espaço contará com rampas de acesso em um lado e plataformas de observação do outro, distribuindo assim o fluxo de pessoas.

Não tem como discordar que os chineses realmente dominam a técnica desse tipo de construção, não é verdade?

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maio/17

23

Uma residência de 3000 m² localizada em Israel tem chamado a atenção de muitos arquitetos. Logo na entrada, vemos uma parede em madeira na entrada do terreno, que harmoniza com a vegetação e contrasta com o restante da composição em alvenaria. Mais para dentro, uma belíssima estrutura de vidro transparente compõem o cenário de um refúgio moderno e amplamente conectado com o espaço onde está inserido.

Esta é a Casa F, projeto do estúdio israelense Pitsou Kedem Architects, que trabalha os materiais naturais de forma a harmonizar sua fachada e interior com os ambientes, utilizando-se da madeira, do concreto e abundantemente do vidro. A construção é fechada, não sendo visível da rua, e vai se revelando conforme o visitante adentra pelo espaço e contempla sua geometria simples e minimalista. Os principais conceitos seguidos nesta execução foi que, tanto formas quanto materiais, fossem limpos e transparentes.

Dos pátios internos é possível ter uma visão completa da casa, uma experiência privada e íntima , privilégio reservado apenas a amigos e convidados. O design de interiores segue o mesmo conceito da arquitetura: pé direito duplo, vários espaços integrados e mobiliário assinado. Um verdadeiro luxo!

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maio/17

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O projeto arquitetônico de uma residência é complexo, pois não engloba apenas questões técnicas, mas também estéticas e funcionais. E no que se refere a estes quesitos, planos que envolvem segurança, beleza, funcionalidade e desempenho térmico e acústico são primordiais.

Um dos pontos chave – relacionados a estes atributos – são as aberturas e esquadrias que o projeto receberá. Afinal, elas trazem a paisagem e a luz do exterior para o interior, e os isolam de tudo aquilo que não desejamos, criando uma barreira de proteção.

Inicialmente é necessário um estudo minucioso para o seu tamanho e posicionamento, de modo que haja o melhor aproveitamento da luz, circulação do ar e isolamento acústico e térmico da construção. O passo seguinte é a definição do modelo mais apropriado, pois atualmente são muitos os tipos de soluções que o mercado apresenta, e elas variam não somente em relação ao material, mas também nas possibilidades de tonalidades e acessórios. As esquadrias de alumínio, por exemplo, são modelos mais robustos e completos, que atendem aos requisitos mais complexos de uma construção.
Elas se apresentam como as mais eficientes energeticamente, uma vez que possibilitam uma melhor vedação do ambiente externo, além de promoverem mais segurança, menor riscos de infiltrações e isolamento térmico e acústico perfeitos!

Pensando nisso, as esquadrias Cinex Arch reúnem o melhor da arquitetura europeia na fabricação de janelas e aberturas. O objetivo é proporcionar projetos de beleza e modernidade incomparáveis! São esquadria tecnológicas, com a força do alumínio somadas à expertise dos vidros de segurança – esteticamente superleves e ao mesmo tempo robustas em termos de segurança.

As esquadrias Cinex Arch são concebidas seguindo rigorosos padrões europeus e possuem diversos atributos e pré-requisitos que conferem à marca status de referência no segmento. Confira alguns deles:

Câmara: o espaço entre os vidros cria uma sutil e eficiente proteção térmica dentro de casa. O frio e o calor, mesmo tendo um grande impacto fora, passam a não influenciar a temperatura de dentro. Este espaço pode ser preenchido com o gás argônio que traz ainda mais isolamento térmico e acústico para o projeto.

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Sistema de Thermal Break: uma barreira térmica interna nas molduras, composta por uma pequena peça de alta tecnologia que mantém as faces de alumínio do perfil isoladas uma da outra, mantendo uma temperatura estável internamente e evitando que a face de dentro receba o resfriamento ou o aquecimento vindos de fora. Isso evita a condensação do perfil e propicia um equilíbrio térmico interior.

Ferragens exclusivas: travas de abertura e maçanetas especiais são desenhadas para propiciar beleza, resistência e invulnerabilidade, tornando-se, assim, elementos de proteção dos ambientes.

Paleta de cores e acabamentos: as muitas cores e exclusivos padrões amadeirados são aplicados com tintas eletrostáticas (não poluentes) e se fundem ao alumínio através de altas temperaturas nos fornos de fusão. Ou seja, a pintura dos nossos alumínios não se alteram com o tempo.

Testes contínuos: as esquadrias Cinex Arch foram testadas exaustivamente por laboratórios europeus de simulação de eventos extremos. As nossas soluções são certificadas por normas europeias e promovem estanqueidade à água, permeabilidade de ar, resistência à cargas de vento, isolamento acústico e transmissão térmica.

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maio/17

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Jack Storms é um escultor americano que desde 2004 cria peças magníficas através de uma técnica rara. O método combina cristal de chumbo e vidro dicroico, usando um processo de vidro frio, que lhe permite traduzir em cada uma de suas obras sua paixão pela arte contemporânea.

Especializado em esculturas de vidro geométricas e representacionais, as obras de Storms – produzidas a partir de três tipos diferentes de vidro: cristal óptico, cristal de chumbo e vidro dicroico – transitam entre o abstrato e o figurativo, sem maiores interferências.

Em seu processo, o artista trabalha com pedaços de vidro dicroico colados, criando um bloco oftálmico de cristal, para depois aplicar camadas de vidro óptico ou cristal. Na sequência, iniciam-se os processos de lapidação e polimento a frio, o que resulta em peças com efeito prismático incrível.

Cada escultura exige um trabalho cuidadoso e pode levar meses para ser concluído. Mas ao final tem-se a recompensa, não é verdade?

 

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