O escritório de arquitetura SOM, autor de alguns dos mais impressionantes arranhas-céu de vidro do mundo, usa o alumínio em novo projeto para o centro de emergência 911 de Nova York

O escritório americano Skidmore, Owings & Merrill, conhecido pela sigla SOM, é responsável pelos projetos de alguns dos arranha-céus mais icônicos do planeta, como o Burj Khalifa, em Dubai, e o One World Trade Center, em Nova York. Nada menos que sete, dos vinte prédios mais altos do mundo, foram desenhados pelo escritório, fundado em 1936.

O vidro é o principal componente das fachadas destes edifícios que desafiam a prática de arquitetos e engenheiros. Esteticamente, o uso de enormes panos de vidro fornece a leveza necessária às essas altíssimas construções – já que o material combina transparência e reflexividade do céu e da cidade ao redor.

Em um novo projeto contratado pela prefeitura de Nova York, no entanto, o SOM teve que optar por um outro material para fachada. Por questões de segurança e eficiência, a sede para o call center de emergência, que reúne bombeiros, polícia e serviços médicos – com capacidade para receber impressionantes 50.00 ligações 911 por hora – deveria ser essencialmente um bunker. O PSAC II (Public Safety Answering Center), no Bronx, deveria estar preparado para situações da escala do 11 de Setembro ou do furacão Sandy de 2012. Desse modo, o novo projeto possui geradores de energia e suprimentos de água e alimentação que lhe permitem funcionar de forma autossuficiente por até 72 horas.

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O uso do alumínio em toda a superfície exterior foi o que permitiu que o edifício – com altura equivalente a 24 andares e área de 42 mil metros quadrados – se tornasse uma construção bela e discreta, apesar de seu tamanho considerável e das pouquíssimas janelas que possui. A aparência monolítica do cubo é quebrada por sequências verticais de painéis de alumínio reciclado, cujo acabamento escovado permite que o PSAC reflita suavemente o entorno, camuflando-se nele.

Se no exterior a intenção foi fazer o edifício parecer menor do que é, no interior os arquitetos buscaram o contrário. Os espaços internos são acolhedores para funcionários que trabalham longos e estressantes turnos atendendo às chamadas. O uso do branco e de muita madeira foi combinado a uma grande parede de plantas no corredor principal do prédio, com iluminação natural proveniente de uma abertura na cobertura. O paisagismo é composto, ainda, por espécies que filtram o ar e que reduzem o uso de energia.

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